E se hoje estivesse aqui?…

  
Unawatuna, Sri Lanka

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Perdida em Pushkar

 No meio da agitação de Pushkar, em dia de feira de camelos, perdi-me pelas ruelas cheias de gente, e por dê não encontrava a rua do meu hotel. Acabo por me sentar no lancil do passeio, para pesquisar mais uma vez o mapa e tentar sair deste labirinto! De repente sinto um leve toque no meu ombro esquerdo, era uma anciã, que com um leve aceno com o pescoço me pergunta o que faço ali? Se preciso de ajuda.

Sorrio,  e mostro o cartão do hotel. Recebo um sorriso de volta e pega-me na mão para me ajudar a levantar e leva-me pelo labirinto de ruas directamente à porta do hotel!

Sorri e acena-me em gesto de despedida, correspondo com o mesmo gesto e com um leve baixar de cabeça para um agredecimento sentido!

Finalmente cheguei!!

 

( texto escrito com um intuito especifico e dirigido, mas que depois de reler e reler, faz -me recordar essa viagem pela incaracterizavel India)

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E se hoje estivesse aqui?!!

  

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Janeiro 5, 2016 · 11:27 pm

6 destinos a  NÃO perder em 2016

As sugestões do MoMo Travel Photography para 2016

A não perder, porque o boom de turistas vai acontecer rapidamente, os primeiros três.

Os últimos três, porque ainda estão pouco explorados, e são super em conta!!

1. Irão

2. Cuba

3. Sri Lanka

4.Geórgia

5. Arménia

6. Montenegro

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A Ressaca do Regresso

Voltar, ai o voltar…
O que custa mais numa viagem é mesmo o regresso! Voltar à vida quotidiana, àquilo de que qualquer amante de viagens foge a sete pés o ano inteiro.
Eu que, com muita pena minha, não viajo por profissão mas sim por paixão, não imaginam o que custa o regresso!
Se o primeiro dia de trabalho é péssimo então as duas primeiras semanas são claustrofóbicas. Saber que só dentro de alguns meses poderemos voltar a encher o nosso balão de oxigénio, entristece-nos logo durante os primeiros dias!
 
É nestas alturas que florescem as ideias de alternativas de vida como por exemplo, empreender um projecto num país que já visitámos, e parecem tão simples.
Sempre que viajamos conhecemos pessoas que mudaram de vida e que parecem ter uma vida fantástica, porque podem estes ter esta vida e nós continuar na vida rotineira de todos os dias, acordar… Trabalhar…. Dormir , acordar…. Trabalhar…. Dormir acordar….trabalhar ….dormir?
Será que nos falta coragem de mudar de vida e ir em busca da felicidade, será que temos medo de também ficar presos depois a essa vida nova nesse país novo, onde julgámos poder vir a ser mais felizes? Será que apesar da paixão de sair da nossa zona de conforto nos acomodamos e não temos coragem de arriscar tudo?
 
O problema desta ressaca é não ser aquela típica pós-férias, a que nos ataca todos, esta é a ressaca pós-viagem. Ataca brutalmente nas duas primeiras semanas após o regresso como disse mas quando as viagens começam a ser mais frequentes e intensas esta mantém-se o ano inteiro.
E é por isso que o verdadeiro viajante que não consegue fazer da viagem a sua profissão passa o resto do ano a analizar todos os feriados, todas as pontes, todos os dias de folga para poder dar um saltinho a um destino novo!
 
Normalmente isto significa que ao longo do ano somos muitas vezes confrontados com comentários regra geral invejosos:
– De férias outra vez? – dizem os mais surpreendidos e que por norma o fazem por não saberem como organizar as suas férias para poderem viajar igualmente tanto.
– Mas ainda agora vieste de não sei onde e já te vais meter noutra? – comentam os que normalmente viajam para ir passar uma ou duas semanas deitados na praia e não para verdadeiramente conhecer um país.
– Desculpa mas vou contar os teus dias de férias pois de certeza que tens mais que eu! – exaltam os que não sacrificam todos os dias de férias para ir viajar a qualquer lado.
 
É isto que todos nós ouvimos o ano inteiro! 
 
Esta ressaca que se mantém por mais tempo, esta que piora, com o aumento do número das viagens, também se intensifica sempre que no dia a dia surgem problemas tão mesquinhos ou insignificantes mas dos quais todos fazem um bicho de sete cabeças. Relativizamos mais quando viajamos.
 
– Esta ressaca tem cura? – perguntam vocês.
Não, que eu saiba não. E com a quantidade de partidas e regressos só tende a piorar.
Mas há algo que atenua estes sintomas…planear a próxima!
 
Já sabem onde vão em 2016?
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                                                  Querem umas dicas??

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Feliz Natal

O MoMo Travel Photography deseja-vos um Feliz Natal e muitas viagens para 2016!!! 

 

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Escala no aeroporto

O tempo entre ligações chateia sempre as pessoas que estão ansiosas para chegar ao seu destino ou deprimidas por estarem quase a regressar à rotina de todos os dias depois de uma férias.
Eu gosto de esperar nos aeroportos. Primeiro porque significa que fui a algum lado, fui viajar, saí da rotina, fui conhecer coisas novas e regressei mais rica como pessoa e como ser humano…

Quando espero nos aeroportos para que chegue a hora do meu voo, gosto de imaginar as vidas que cada pessoa que está ali perto de mim leva.
O que fará aquela mulher de meia idade que vem com o seu trolley e tem uma cara de sono com olheiras até ao chão mas que insiste em passar os níveis de Candy Crush? Será uma viajante profissional, foi apenas visitar a família e esta de regresso ao seu país, ou teve uma extenuante semana de trabalho sempre em viagem?…

As senhoras que viajam em trabalho estão em espera no aeroporto com uma cara de quem foi privada de sono nos últimos anos mas momentos antes de saírem pela porta das chegadas do aeroporto de destino, colocam maquilhagem que as fazem parecer que acabaram de chegar de um trajecto de 10 minutos de carro depois de saírem de suas casas.
Os homens de negócio já não são assim. O senhor do lado que apesar de ter uma cara que parece que passou pela maior privação de sono de sempre, continua a escrever sem parar e a preencher formulários, quer no computador quer em papéis que traz numa grande pasta e faz contas e mais contas numa calculadora enquanto bebe um golos de café, e manda mais e-mails e olha insistentemente para o relógio para ver se já está na hora do embarque.
E os casais que vêm com os filhos, estes devem ir para umas férias, mas intriga-me aqueles que vêm com filhos em idade escolar, não é altura de férias escolares, mas eles andam sempre de um lado para o outro, será que estudam em casa? Não me parece, pelo estilo de mochileiros que têm, será que justificam as faltas? Gostava de saber porque nunca vejo portugueses assim mas sempre franceses, holandeses, alemães, espanhóis…

Os miúdos normalmente são muito bem comportados, entretidos com o tablet, ou com um livro ou a ver as fotos das férias. Trazem normalmente mantimentos com eles, raramente os vejo a comer no aeroporto, os víveres são quase totalmente trazidos pela mãe, que já sabe que alimentar filhos em crescimento num aeroporto é um rombo no orçamento de qualquer viagem.

Depois também há os casais de reformados que aproveitam a ausência de horários para cumprir para viajar e conhecer o mundo, estão sempre impecáveis, parece que acordaram na sua caminha depois de uma bela noite de sono, bebem o seu cafézinho tranquilamente lêem o jornal ou um livro, neles parece que o cansaço não existe, estão sempre com um ar fresquíssimo.
Há também aqueles que viajam em pequenos grupos, equipas desportivas, grupos de agências de viagem, aqui há uma mix, uns que parecem zombies que não encontram uma posição para descansar e outros que só querem é comer qualquer coisinha e ir explorar o aeroporto, ver todas as lojas duty free, provar alguma iguaria que aí haja para provar ou ver um filmezinho para passar o tempo.
Depois ainda há os viajantes independentes que querem só um local que possam cochilar um pouco que para pagar menos de voo escolheram a ligação com mais tempo de espera, e que andam sempre à procura de uma tomada para poder carregar o seu smartphone ou o seu computador portátil para ver um filme ou para tentar aceder à Wi-Fi que normalmente há nos aeroportos. Hoje em dia a saga em busca de uma tomada livre é cada vez maior, e elas escondem-se nos lugares mais estranhos, mas se vemos alguém sentado no chão em vez de um banco de certeza que esta ali atrás daquele vaso ou daquele biombo uma tomada.
Há também ainda os casais de namorados ou casados de fresco, em que o homem vai à frente e parece fazer tudo o que a sua amada quiser, ele é café, ele é o chocolate da duty free que ela adora mas que faz um filmezinho que não quer comprar porque engorda, mas que quando o seu amado lhe traz, este tem direito a um beijinho todo apaixonado. Aqui normalmente é sempre o homem que espera tempos infinitos à porta da casa de banho para que a sua amada coloque a maquilhagem, faz tudo ou quase tudo para sair pronta para uma festa, ele espera com o carrinho, com o trolley, com os sacos da duty free, senta-se, levanta-se, que isto é coisa para demorar pelo menos uma meia horita.
Depois há aqueles viajantes sem hora para chegar que já estão habituados a estas andanças, que dormem em qualquer cantinho do aeroporto e que normalmente até conhecem os melhores spots para um sono mais tranquilo.
O aeroporto para mim é um dos sítios mais férteis de histórias para contar. Acho que qualquer um que se dedicasse não precisaria de sair do aeroporto para viajar, se calhar é isso que acontece às centenas de empregados do aeroporto, vão viajando um pouco por todo o mundo com cada cliente que atendem.

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História do dente do Buda, no Sri Lanka

  
História do dente do buda
Se têm viajado para os lados da Ásia, já devem ter reparado que há relíquias budistas por toda a parte, nomeadamente dentes, fios de cabelo, pequenas pedras onde o Buda tocou, árvores onde supostamente o Buda se sentou a meditar, etc.

O Sri Lanka não é excepção, também aqui, numa cidade chamada Kandy, se diz estar um dente do Buda.

O templo sagrado do dente do Buda guarda a relíquia mais importante do Sri Lanka. É um complexo cheio de salas para rezar, um museu, vários jardins e com a segurança mais apertada de todos os monumentos que já vi no Sri Lanka até agora.
Ao entrar pensei que pelo menos poderia ver o verdadeiro dente do Buda mas não, este está num cofre de ouro e apenas este cofre pode ser visto, está muito bem guardado, já que segundo a história da vida deste dente, esta nem sempre foi fácil.

Reza a história que começou por ser ‘roubado´ do funeral do Buda em 483 AC. Foi depois contrabandeado para o Sri Lanka dentro do cabelo de uma princesa no século IV.

Foi levado primeiro para Anuradhapura e depois de muitas peripécias durante alguns séculos, acabou em Kandy, num pequeno templo. Em 1283 foi novamente levado para a Índia por um exército que invadiu a ilha mas seria resgatado pelo Rei Pakramabadu III algum tempo depois e trazido de volta a Kandy.

O dente foi durante estes séculos sendo símbolo de soberania e acreditava-se que quem o possuísse tinha o direito de governar a Ilha.

E ai entram os ´tugas´ que chegaram ao Sri Lanka em 1505, e apesar de Lourenço de Almeida, filho do vice-rei da Índia ter boas relações com o reino do Sri Lanka, estas azedaram a certa altura e os portugueses tomaram à força a costa oeste do Sri Lanka, ficando a governar o reino Kandiano.

E o dente do Buda volta a não conseguir estar sossegado.

Os portugueses que na altura governavam Kandy levaram o dente e supostamente queimaram-no em Goa para tentar impor o catolicismo em Kandy, onde na altura residia a maior comunidade budista do país, e será que conseguiram, perguntam vocês?

Pois, parece que não, segundo os srilankenses o que os portugueses levaram foi uma réplica e que o verdadeiro dente estava em local seguro. Onde continua até hoje. Já que mesmo agora reza a história que o dente do Buda, está em local seguro e não no cofre dourado a quem todos prestam devoção.

Certo é que o Templo do Dente do Buda é um dos locais mais sagrados do budismo em todo o Sri Lanka, e os budistas acreditam que devem fazer pelo menos uma vez na sua vida uma peregrinação a este local sagrado, guarde ele ou não o verdadeiro incisivo do Buda, como forma e melhorar e muito o seu Karma.

Pelo sim pelo não a peregrinação para melhoria do Karma está feita!

  

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As Personagens do autocarro

  
As viagens de autocarro no Sri Lanka parecem uma novela mexicana, aqui tudo acontece…

Elenco

 Personagem número 1 – “chefe da estação”

  
  
A personagem que nos indica qual o autocarro que devemos apanhar, e verifica sempre se estamos a perceber, e pergunta porque não fomos no autocarro anterior apesar de ter o mesmo destino?

´not very confortable madam´ e perguntam vocês, o que ele entende por confortável? não sei porque para mim são todos iguais só mudam as cores do interior e do exterior, os decibéis da coluna e o filme que passa na televisão, e mesmo assim…

uma coisa impressionante é que até cumprem o horário, algo que eu não estava nada à espera, mas depois de conhecer a segunda personagem, o motorista, percebi.

Personagem número 2 – motorista

  
Não sei porque o meu irmão gosta tanto de ver desportos motorizados, na televisão ou mesmo andar numa super máquina num autódromo qualquer, tenho que lhe falar no Sri Lanka. Aqui temos dos trajectos com a maior adrenalina de sempre, autocarros velhíssimos a atingirem 100-120km/h numa estrada onde mal cabe um carro em cada faixa com curvas, contracurvas e ultrapassagem a uma unha de distância de outros veículos, pessoas ou animais, mais parece uma prova de ultrapassagem de obstáculos, o primeiro a bater perde! E é muito mais barato que num rally ou num autódromo.

Dica – se quiserem viver esta experiencia e esta adrenalina aconselho a não ficar muito no inicio do autocarro já que o pára-brisas frontal é bastante grande e não vale a pena estarmos sempre a ver a morte à nossa frente, depois torna-se difícil relaxar e apreciar a paisagem, por isso um pequeno espacinho num banco do meio ou lá mesmo para o fundo do autocarro é mais recomendado.

Ah estava a esquecer-me de um pormenor importantíssimo, normalmente este personagem tem a famosa unhaca para que o dedo chegue mais facilmente a buzina, que aqui é um botão junto ao volante, que está praticamente sempre a tocar.

Estes senhores também são muito devotos, existe sempre, uma imagem de buda ou de algum deus hindu ou escritura do alcorão ou um santo, ou todos, não vá haver um maluco qualquer a acelerar na estrada e assim ponha os seus passageiros e autocarro em risco pelo sim pelo não é melhor ter protecção divina, uma ajudinha divina nunca fez mal a ninguém e mais vale prevenir que remediar.

  
  
  

Personagem número 3 – o revisor.

   
O famoso “pica rupias (0.16-os rondam as 20-ta e muito “, personagem astuta que sabe exactamente a quem cobrar bilhete primeiro, sem que ninguém fique com uma viagem à borla, mesmo aqueles que pensam que por irem na zona da porta pendurados não pagam e assim faz uma gestão dos poucos centímetros que normalmente restam do autocarro para caber sempre mais um.

O facto destes turistas agora serem uns pé rapados e quererem andar de autocarro com a casa toda a traz, causa uma grande dor de cabeça a esta personagem, porque a gestão dos cm2 fica muito mais difícil!

Tem quase sempre barriguinha, provocada quase de certeza pela dificuldade em arranjar locais para comer com comidinha saudável da mãezinha, já que andam na estrada todos os dias e como se sabe é difícil arranjar comida saudável, têm de comer o que há coitados…. Esta barriguinha, dificulta e muito a sua mobilidade no pouco espaço que sobra no corredor do autocarro, nada que não seja contornado com um belo ‘chega pra lá’ no passageiro que está a ocupar os seu espaço pago no corredor.

Esta personagem tem outro grande papel dentro do autocarro é ela que muda os DVDs com os vários videoclips/filmes que vão sendo visualizados no trajecto.

Tenho a dizer que são um pouco monótonos em termos de conteúdo, já que o enredo anda sempre a volta do mesmo, a donzela e o príncipe felizes eis se não quando, o príncipe a leva a passear e bela donzela apaixona-se pelo chauffeur, ou pelo empregado de mesa, ou pelo cunhado ou pelo melhor amigo, o que leva sempre a um final de tragédia grega com mortos e feridos, os ciúmes são tramados…

O pior de Bollywood passa na “Bus TV”.
Personagem número 4 – os vendedores

  
  
  

Nos autocarros vende-se de tudo, raspadinhas, lotarias, fruta, salgadinhos, aperitivos, tabaco calendários, roupa, revistas religiosas, guloseimas, etc.

Aqui os autocarros são autênticos mercados ambulantes. Cada um tem o seu pregão, inconfundível, não tem nada que enganar.

Estas personagens entram e saem do autocarros em andamento, não podendo demorar muito já que se o fizerem têm de pagar bilhete, ficam sempre no máximo 1km, ou um pouco mais se a venda compensar. Entram pela porta da frente e saem pela traseira ou vice-versa, o custo destes bens essenciais aos passageiros rondam as 20-50 rupias (0.16-0.32 euros).

  

Figurantes

Casalinho de namorados, que ocupam apenas um banco já que a donzela vai tão agarradinha ao príncipe que cede quase por completo o seu lugar e o “pica” agradece, mais um que ele pode deixar entrar.

  

Turista, sentado sempre com a sua mochila pequena ao colo, tentando mexer as pernas e os rabo para não escarificar, dada a dificuldade de mobilização, em 20cm2. Sempre que há uma paragem, os olhos destes fazem uma inspecção ao local onde ficou a sua mochila maior, para se certificar que ninguém se lembrou de a levar para casa.

Este figurante tem de ter sempre um smartphone na mão para gravar em jeito de recordação esta grande odisseia que é viajar de autocarro no Sri Lanka.

  
O miúdo da birra, aquele que já entra no autocarro amuado e que nem um pequeno hello transmite mesmo com a insistência da mãe para ser gentil com as pessoas.

O bebé que vai ao colo da mãe e não usa fraldas, apenas uns simples calções que são mudados cada vez que há “número 1 ou 2”.

  

A matriarca, a quem é sempre cedido lugar, a idade sempre é um posto mesmo aqui.

  
Os monges, que têm direito a lugares nas primeiras filas do autocarro, que não pagam bilhete e que mesmo que esses lugar estejam ocupados são rapidamente desocupados porque não podemos fazer um monge esperar….

E assim se faz o filme das viagens de autocarro pelo Sri Lanka.
Dicas

– aceite os conselhos o ´chefe da estação´, o homem percebe daquilo

– mochilas grandes entram primeiro e aconselho a não ficar muito longe das mesmas para não as perder de vista

– não sentar na primeira fila que são lugares prioritários para monges e se por acaso entrarem no autocarro têm que lhes ceder o lugar e nunca se sabe quando haverá outro

– lugar ideal a partir do meio do autocarro, não se visualiza a estrada por inteiro o que é óptimo, pois não fazemos a viagem com a sensação de morte iminente, temos as mochilas debaixo de olho já que costumam ficar na última fila, zona ideal para visualizar o videoclips/filmes que passam no autocarro, ideal para ver tudo o que se vede no autocarro e ter tempo de negociar

– abrir a janela, ar condicionado natural se não gostarem de sauna

– o autocarro não pára apenas abranda para sair e as pessoas entram, cuidado ao sair, destreza total para sair do mesmo em andamento.

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O Cozinheiro do Hotel

  
O cozinheiro do hotel
costumam viajar, não costumam?

então também com toda a certeza já foram ‘enganados’ por um ´tout´ (palavra que os ingleses usam para aqueles personagens que inventam ser as pessoas mais prestáveis do mundo para nos levarem aos lugares que querem quando viajamos)

Pois é, acho que uma viagem não seria uma viagem se não conhecêssemos pelos uma destas personagens. Como podem imaginar o Sri Lanka não é excepção, e também aqui conheci pelo menos um com uma história nova, não a típica história,

– ah precisam de ajuda?

– mais ou menos, por caso não nos sabe dizer onde fica tal sitio….

– sim claro venham comigo estava mesmo nessa direcção
ou que vai ver agora um familiar e calha mesmo bem que fica a caminho e pode mostrar-nos os sitio sem nos perdermos…
Desta vez a história foi bem inventada e calhou mesmo, ser o local que procurava.

  
Então foi assim

Sou abordada por um senhor nos seus 50’s, todo aprumadinho a dizer…

– ah, anda por aqui? Não se lembra de mim? sou cozinheiro no seu hotel, chegou há pouco não foi. Estou a ir para o mercado para fazer uma compras para hotel, se quiser pode vir comigo que eu mostro-lhe, é muito interessante.
ao ouvir isto tudo e com o calo de outras viagens pensei… bem não me lembro nada desta cara no Hotel, mas também cheguei há pouco, foi tudo a despachar se calhar o senhor estava lá ou é apenas um esquema e ele só me quer levar a uma loja onde ganha comissão.

seja como for é mesmo para lá que quero ir porque não ver onde esta história vai parar
pelo caminho de vez em quando ia picando,

– ah então já é cozinheiro há muitos anos no hotel?

– sim já há alguns, mas já sou cozinheiro há mais de 30 anos, vou agora comparar especiarias que estão a faltar…
bla bla bla e até agora acertar no nome do hotel nada, já tinha sido desmascarado logo na primeira pergunta mas continuei com ele já que tinha pouco tempo e queria mesmo ver o mercado
Levou-me pelas ruas antigas da cidade de Kandy, onde tudo se vende, desde vestidos de casamento até brinquedos chineses do mais rasco possível e imaginário.

  
Passados uns 10 minutos lá estávamos nós em frente à entrada principal do mercado central de Kandy
Perfeito pensei eu, foi rápido.

Quando entramos diz para irmos com ele que quer mostrar-nos uma loja… PIM PIM PIM!!! JACKPOT

Sempre estava certa, sempre era mais um ’tout’ mas com uma história diferente.

Disse que não queria ir ver a loja, preferia ver o mercado por mim, agradecia ter-me mostrado o caminho, ele voltou a insistir mas não liguei e continuei a ver as bancas, deve ter dito cobras e lagartos de mim porque não ia receber a tão desejada comissão, mas não me chateou mais, até achei estranho porque normalmente são muito muito melgas e não desistem assim tão facilmente.
Vi o mercado, interessante com algumas lojas no andar superior com ´souvenirs’ e no rés do chão as frutas os legumes, as especiarias, o peixe, a carne, etc…

Gostei adoro mercados, adoro o cheiro, a azáfama, o burburinho, os pregões, observar a vida quotidiana do povo que visito.

  
Pensei que nunca mais viria o tão cordial ‘ cozinheiro’, mas no dia seguinte, quando passava pelo mesmo sítio, lá estava ele todo aprumadinho… e para azar do senhor não me deve ter reconhecido a silhueta que me voltou a abordar, coitado, deviam ter visto a cara dele, ‘Esta outra vez????’ e eu:
– Então senhor cozinheiro, não o vi no hotel hoje?

– Não senhora, não sou bem cozinheiro, e esboçou um sorriso envergonhado,

e lá foi ele a procura de mais um turista para caçar uma comissãozinha.
e eu lá segui o meu caminho a pensar que cada vez é preciso ter mais imaginação, que os turistas estão a começar a ficar habituados às mesmas histórias… mas esta estava muito bem conseguida, cozinheiro vejam só….

  
 

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