Varanasi, a história de um “happy man”

Quando decidi vir á India, achei que Varanasi seria um sitio a não perder. Até comentei com amigos, que ir à India e não ir a Varanasi, era como ir a Roma e não ver o Papa.

E decididamente Varanasi, mostra-nos tudo o que é a India.
India é confusão, India é calor, é vacas por todo o lado, é sujidade, mas também é sorrisos, é mística, é cultura, é devoção, é religião.
     Varanasi tem qualquer coisa de especial, que não sei explicar, mas que quem por cá já passou, sabe do que falo….
     Tenho uma história curiosa passada aqui num dos imensos ghats onde todos os dias ao nascer do sol, e ao por do sol se faz a Pujah ( purificação). Quando mesmo aos primeiros raios de sol fui fotografar os ghats, deparei com uma cena que não resisti fotografar,  um “holy man” a fazer a sua Pujah , rezava e fazia um ritual como mostro no video que vai em baixo, sem sequer dizer nada de eu estar ali tão perto a fotografar. Parei, e fiquei ali só a comtemplar o nascer do dia o ritual de purificação do “holy man”, o ganges a vida de Varanasi pela manhã.
     Enquanto se secava e cantarolava uns canticos, perguntou-me de onde eu era, disse:
– Of Portugal!
– Vasco da Gama, disse ele empolgado.
E eu Também já que pela primeira vez não era Cristiano Ronaldo, Mourinho etc etc
Continuei ali enquato ele colocava um pano laranja a cintura, penteava a longa barba e o cabelo, e arrumava o se “estojo e higiene”.
Perguntei-lhe se era um “holy man” ao que ele me respondeu, tudo isto um inglês cheio de britsh  accent
– I am a happy man!!!
 
Continuamos ali uns minutos na conversa, com perguntas triviais… Então a história dele, segundo ele é claro…
 
Vem de uma familia abastada de Bombaim, vivia uma vida de excessos, nos clubes ingleses, nas apostas de corridas de cavalos, bebeu muito gin segundo ele, era um boémio, até que um dia quando tinha 30 anos, um dia não no dia 12 de Março de 1962, decidiu que  aquela não era vida para ele e deixou tudo e viajou pela India durante 5 anos, tendo chegado a Varanasi nessa altura e a cidade aprisionou-o ficou por ca ate hoje. Disse
– In Portugal you had liberty in 1974, isn’t it madame?? My  was in 12 of March 1962.
perguntei-lhe como sabia tanta coisa, como sabia isso de Portugal…. 
 
– I read Madame, I read….
 
Perguntei-lhe porque não se importou que eu tivesse ali a fazer tantas fotos e ali tão junto dele importunando a sua privacidade, porque nao pediu que parasse, disse
 
– Madame, If that its what makes you happy, you should do it, you are not doing me any harm…
 
Sorri, e ele respondeu também com um sorriso…
 
Despedi-me disse que estava na hora do meu passeio de barco, e agradeci pelo tempo que me prestou e desejei-lhe um bom dia…. Quando me levantei e comecei a descer as escadas do Ghat par entrar no barco que estava minha espera disse,
 
– Madame, don’t let the world be stronger then your soul, be happy!
 
Amei a frase, a mei aqueles 15 min bem passados, aquele “happy man” naquele dia, tornou-me uma pessoa melhor… Acho.
 
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1 Comentário

Filed under Viajar

One response to “Varanasi, a história de um “happy man”

  1. hallo this gopi form varanasi holy cit guest house please help me

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